Fazemos muitas coisas erradas

Fazemos sim muitas coisas erradas.
Errar é da natureza humana. E não é nada fácil fugir dos erros.
Mas é, sem dúvida, o mais preocupante de todos os erros humanos, a capacidade de fingir, e por fim acreditar, que está fazendo tudo certo.

Humanos embriagados pelas ilusões repletas de deleite, confiam que estão fazendo o possível, apenas para sobreviver num mundo cruel e devastador, e não importando ser justo ou injusto, não importando quantos serão prejudicados, aceitam a falsa convicção de que estão sim fazendo o certo.
Todos nós estamos em busca da felicidade.
É síncrono: damos passos em direção à felicidade e em sentido contrário ao sofrimento.
Mas, a que custo fazemos isso?

Aristóteles, há cerca de 2350 anos, ou seja, num período a.C (antes de Cristo) disse: “É fazendo, que se aprende à fazer, aquilo que se deve aprender à fazer”.
Uma interpretação aguçada destas palavras, nos leva à entender que ao fazer, enquanto aprendemos, errar é indefectível.
Mas um dito popular nos alerta: ‘Errar é humano. Permanecer no erro é insipiência” (não gosto da palavra burrice, por que nem todos que permanecem no erro sofrem da ausência de inteligência, mas todos, sem exceção, não têm sabedoria).

O custo das ações à que me refiro, não é apenas o custo alheio. Trata-se do custo pessoal também.
Fingir que está fazendo o certo, e ainda alimentar a crença nesta falsidade seria involutivo, fosse possível a involução, e é no mínimo um bilhete só de ida para a estagnação.
Acreditem, nem sempre conseguimos prejudicar outras pessoas com nossas escolhas egoístas, por que muitas delas sabem que só podem ser atingidas se permitirem. E elas estão blindadas contra este tipo de malefício que advém da insipiência alheia.

E nestes casos, nossa insipiência só afeta a nós mesmos, cristalizados numa forma errada de ser e agir, presumindo sermos os seres mais lindos e fofos deste mundo, afinal, trabalhamos duro, pagamos nossas contas, não devemos nada à ninguém, e estamos prosperando. O que mais se pode esperar de um bom humano?
Pode-se esperar que aprendamos com nossos erros. Que façamos sempre diferente, não pelo prazer de experimentarmos o novo, mas pelo regozijo de fazermos ainda melhor. Que aprendamos a colocar a consciência acima de nossos desejos no momento de agir.
Que saibamos ser humanos.

A Sapiência, ou sabedoria individual, é uma qualidade do ser humano.
A insipiência é característica de uma animal sofisticado, que anda sobre duas patas, fala e escreve.
Espera-se que alimentemos a sabedoria (Homo Sapiens Sapiens) e nos tornemos ainda mais sábios, e por fim abandonemos por escolha a estagnação do animal sofisticado.

Vivendo, fazendo, errando e aprendendo!

Namastê!

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