Por que nos decepcionamos tanto?

Você já deve ter ouvido em uma palestra, ou lido em um livro, que as decepções são fruto de uma expectativa que criamos a cerca de alguém ou de algum fato.
Eu já vi, li, ouvi, falei e escrevi exatamente isso, e ainda assim continuo me decepcionando.
Por que? Por que parece missão impossível não decepcionar-se?
Por que eu, e nós, mesmo conhecedores dos malefícios das expectativas, continuamos nos decepcionando?
Por que simplesmente não aprendemos a não criar expectativas, e pronto. Problema resolvido.
E vamos combinar que lidar com a sensação de frustração, de decepção é muito chato. Entristece.
Então, por que não aprendemos?
Por que as expectativas que estamos tão habituados a criar tem a ver com esperança também.
Por exemplo: temos uma grande expectativa, baseada exclusivamente em profunda esperança, de que a situação do nosso amado país vai melhorar. Temos nos decepcionado frequentemente, mas continuamos esperançosos, na expectativa, e quanto mais participamos ativamente deste processo politico-social, mais nos envolvemos, e mais chances teremos de ‘esperar’ e ‘decepcionar’.
Isso é realmente inevitável.
A decepção só pode estar relacionada à alguém, ou alguma situação, com os quais nós convivemos.
Não conseguimos depositar nossa esperança em alguém que não conhecemos.
Em contra partida, adoramos criar expectativas sobre as pessoas que amamos, os lugares onde vivemos, sobre os amigos. E criamos essa expectativa por que temos esperança de que a outra parte faça ou seja mais ‘adequado’ para nós.
Então parece ser ruim ter esperança, já que ela pode transformar-se em expectativa?
Não, claro que não é ruim ter esperança.
Ruim é ficar ruminando, remoendo e vitimizando-se por que sua esperança, ou expectativa, não foi atendida.
Entende que ter esperança é vital para os seres vivos? E saber lidar com a decepção é fator determinante de sobrevivência.
Você não é um ser repugnante por que tem esperanças e as vezes sente-se decepcionado e até frustrado.
Mas é repugnante desperdiçar mais que dois minutos da sua vida com essa decepção.
Quando eu decepciono-me, o que não é raro, eu paro por um instante, fecho os olhos e olho para esse sentimento que nasceu em mim, e sinto tudo que ele(este sentimento) quer me fazer sentir. No instante seguinte, dou um sorriso bem amoroso e digo pro sentimento: ‘queridinho, eu já conheço um atalho e não poderei ficar mais tempo aqui com você, mas foi legal esse bate papo. Fui.’
E vou mesmo. E procuro não pensar mais nem na expectativa, nem na decepção, e nem no sentimento que a decepção provocou.
E sigo a vida maravilhosa que tenho pra viver.
Cheia de esperanças e expectativas, principalmente comigo mesma.
Fica tão leve, prazerosa e bonita a vida assim…

Desejo à todos um fim de semana cheio de esperanças!!

NAMASTÊ!

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2 Comments on “Por que nos decepcionamos tanto?”

  1. Sou suspeito, pela minha condição de companheiro de jornada, mas tenho que externar meus sentimentos acerca de sua publicações: Simplesmente espetaculares! Tenho a certeza que por vezes, eu mesmo fui o objeto de vossa inspiração, e sei que isto também faz parte de nossa jornada! Parabéns! Com muito carinho te desejo muito sucesso.

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