Tradição ou contemporaneidade?

A duvida existencial humana do século é evidente: “seguir as tradições ou atender aos apelos da modernidade?”
Nunca, em toda história da humanidade, vivemos um dilema tão intenso, e em tão curto espaço de tempo.
Parece que vivemos 1000 anos em 100.
E vivemos mesmo.
O salto evolutivo a que fomos subordinados, não é apenas mera coincidência. É a somatória de inúmeros fatores que se foram acumulando ao longo da evolução da espécie humana. Mas, sem dúvidas, o grande salto alcançado, deu-se em função da revolução industrial e tecnológica do ultimo século.
Esse grande salto criou uma nova realidade. Uma realidade onde o tempo parece não existir. Eu estou aqui, na minha casa, mas posso acompanhar cenas de uma realidade que acontece do outro lado do mundo, ao vivo, ou seja, no exato momento em que esta outra realidade está acontecendo.
Toda essa facilidade instantânea pode realmente distorcer nossa percepção e a noção do que representa o tempo.
Mas distorce a nossa percepção, e não o que representa verdadeiramente o tempo.
Tempo é amadurecimento e não envelhecimento.
O Tempo impregna  em nós todas as experiências e seus resultados, é claro.
Nós porem, só enxergamos as marcas deixadas no corpo físico.
O Tempo impregna nas tradições, toda força de experiências vividas por nossos antepassados, e seus resultados.
Assim, quando seguimos uma tradição simples como por exemplo cantar parabéns no dia de aniversário, estamos resgatando todas as experiências, de todos os antepassados que viveram estas experiências, comemorando os seus aniversários.
Se você quer pedir um conselho? Procura uma criança de 5 anos, ou uma pessoa mais velha? Uma pessoa mais velha, ó obvio.
É por que você sabe, intimamente, que alguém mais velho é mais vivido, mais sábio em experiências, vai saber te escutar e o mais importante, você sabe no fundo, que as rugas representam somente toda essa sabedoria.
Assim são todas as tradições.
Por mais antigas, inadequadas à modernidade, e ridículas que possam parecer, as tradições trazem consigo, o fortalecimento de uma sabedoria que vem sendo vivida, revivida e renovada à cada geração.
Tradições trazem consigo uma verdade imutável e precisam permanecer vivas para que não se perca essa verdade.
Ainda que você curta e divirta-se com as instantâneas possibilidades da tecnologia contemporânea, tente despertar algo mais significativo do que uns 2% da capacidade intelectual, para perceber que toda informação que você absorve hoje através desta tecnologia, seguiu a tradição de evoluir.
E para finalizar, gostaria de informar que infelizmente, a verdadeira tradição da Páscoa não é o ovo de chocolate bem grande e caro do coelhinho e nem o feriadão prolongado pra viajar.

Lamento, mas há uma outra verdade imutável nesta tradição.

Desejo à todos uma semana repleta de pequenas tradições revividas!

NAMASTÊ!!

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2 Comments on “Tradição ou contemporaneidade?”

  1. OI Jaque. Gostei muit odo texto.Acho que as tradicoes sao as nossas raizes,tem a ver com o nosso passado, da onde viemos . Nao é necessario ser radical, seguir a risca, ser intransigente.Por exemplo os ovinhos de pascoa com doces dentro que vc recebeu, sao uma tradicao austriaca da minha familia.Tem a ver com os 40 dias entre o carnaval e a Pascoa, tem a ver com necessidade, tem a ver amizade. bj

  2. Querida, Luise, é desse ‘tem a ver com necessidade, com amizade’ que estou falando no texto…é exatamente isso…a parte linda das tradições!!! As raizes!! Obrigada pelos ovinhos…amamos!!

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