Já fiz. E agora?

Eu escrevo e falo muito sobre escolhas. Não existe vida sem escolhas. Você escolheu ler este texto, até aqui pelo menos. Escolheu acordar, e abdicou de continuar dormindo. Escolheu se comeria ou não no café da manhã, e escolheu o que comeria. Escolheu se vai pras redes sociais ou se lê um livro.

Escolheu se vai de carro, ou de ônibus. Escolheu a marca do creme dental e da escova, e escolheu se vai escovar os dentes. Escolheu a roupa que está vestindo. Você escolheu a sua profissão. Ainda que não faça agora o que gostaria de fazer, você escolheu aceitar fazer a vontade de outros. Sempre, de forma inexorável, é sua a escolha.

Mas, você já parou para refletir sobre os resultados desta escolha? Já se perguntou: Fiz, e agora?

É preciso sim uma boa reflexão antes de tomar uma decisão, evidente. Mas, não refletir também depois, pode criar o habitual comodismo tão evidente em nossa sociedade. Estamos nos habituando à fingir que os resultados são culpa de alguém, e não de nossas escolhas. E eu não acredito que alguém que planta abacaxis, espera de verdade colher mangas. Então, quando culpamos alguém por algo que escolhemos, estamos fingindo sim que não sabemos.

Reflita muito antes de fazer uma escolha. Você tem toda a eternidade para seu auto conhecimento e para alinhar assim, suas escolhas à sua verdade. Mas observe os resultados, e reflita ainda mais sobre eles. Você sente felicidade plena depois desta escolha? Sente sua alma leve? Sente-se realizado? Sente que fez a escolha certa? Sente desejo de avançar, e melhorar neste caminho escolhido? Sente o mundo à sua volta melhorando com sua escolha? Se a resposta para uma destas perguntas for negativa, é iminente sua dor e sofrimento.

Sem refletir sobre os resultados, nos acomodamos fingindo que a culpa desta dor e deste sofrimento que sentimos é de alguém que nos induziu à fazer tal escolha. Esta reflexão é fundamental para que você comece a planejar novas escolhas. Você pode mudar isso. Desde que reconheça que a sua dor e sofrimento são resultados da sua escolha, e não da imposição de alguém.

E se você escolheu, por vontade própria, atender à vontade de outros, saiba que este é um gesto de extrema nobreza, mas que carece de constância inabalável. Desenvolver revolta, rancor e dureza por esta escolha, dizima a nobreza inicial. Se você escolheu, por vontade própria, atender à vontade de outros, precisa fazer isso com muito amor e entrega, e refletir sobre os sentimentos resultantes desta escolha: sente-se feliz, leve e realizado?

Reflita, e muito, sobre os resultados de suas escolhas. Reflita para poder avançar no caminho, e principalmente para poder mudar o caminho sempre que necessário. Reflita para fugir do comodismo, das ilusões e principalmente das mentiras.

Reflita para chegar onde deseja chegar.

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