A polêmica da ÁGUA

Você sabia que beber mais de 500ml de água por dia pode matar uma pessoa?
Você sabia que que o organismo humano precisa de pelo menos 2 litros de água por dia para manter-se saudável?
Você sabia que não faz diferença quanto de água você bebe diariamente?

Três afirmações contraditórias, mas que podem conter sua própria verdade. Certamente há uma grande parcela de leitores que considerarão a primeira ideia a mais plausível e passarão a defender e difundir essa ideia como a verdade que pode salvar a humanidade.
Uma outra significativa parcela concordará com a segunda proposta apresentada, irá adotá-la como hábito de vida, e defenderá essa ideia como a verdade que pode salvar a humanidade.
Para o terceiro ponto de vista, é provável uma parcela ainda maior de credores, aqueles que não estão dispostos à regras de qualquer natureza, e defenderá essa ideia como a verdade que pode salvar a humanidade.

Haverá ainda uma quarta parcela de leitores que não se identificará com nenhuma das ideias propostas, pois acredita que cada humano tem uma necessidade única, e isso não pode ser tabelado, e defenderá essa ideia como a verdade que pode salvar a humanidade.
Haverá uma parcela que não vai ler esse texto.
Haverá uma parcela que não poderá escolher o quanto de água irá beber em um dia.

Finalmente, haverá uma parcela de seres humanos, que lerão todos as ideias propostas, e se perguntarão: onde está a verdade? Pois eu sinto em mim necessidades diferentes à cada momento da vida. Se está calor, preciso de mais água. Se faz frio, não sinto muita sede. Se o dia é corrido, não consigo parar pra beber água, mas se paro e bebo água, sinto um bem estar incrível. As vezes esqueço que existe água, as vezes parece que morrerei se não encontrá-la de imediato, enquanto outras pessoas à minha volta sentem diferente de mim. Essa parcela de seres humanos, se quer entende por que tantos discutem tanto por ideais que são exclusivos, específicos e ímpares, na ânsia de encontrar uma verdade unitiva.

Essa parcela de seres humanos descobre que o que importa realmente, é reconhecer sua própria verdade, e alicerçado nela, definir suas ações diárias e escolher por exemplo, quanto de água vai beber hoje. Descobre também, que a quantidade ideal de água pra si mesmo é exclusiva, só é conhecida por ele mesmo, e não pode ser adequada à mais ninguém, e por isso não entende a polêmica da água.
Essa parcela de seres humanos descobre que não faz sentido discutir por esses ideias, se somos mentes individuais, experienciando a vida de pontos diferentes. Descobriu que essas ideias relacionadas às experiências sensoriais nunca, jamais serão coletivas e que o coletivo só existe acima dessas experiências.

Essa parcela de seres humanos, não entra na polêmica da água, por que está ocupada demais buscando o auto conhecimento.
Essa parcela de seres humanos entendeu que toda experiência externa segrega.
Essa parcela de seres humanos vive a verdade que poderá salvar a humanidade.

E beba água sempre que for bom pra você, sem polêmicas. Isso basta!!!

 

 

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